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50 Razões para usar GNV
  • Infra estrutura

    1. Quase 80 países dos cinco continentes utilizam GNV/GNC.

    2. Mais de 10 milhões de veículos circulam hoje com este nobre combustível.

    3. Os veículos podem abastecer-se em mais de 16 mil postos disseminados por 2400 cidades de todo o planeta.

    4. Há 2600 postos em processo de construção. Ao fim de 2010 cerca de 20 mil mangueiras abastecerão o fluido.

    5. São oferecidos 180 modelos 0km a GNV/GNC no mundo automotor. O interesse das montadoras por este combustível é crescente: Ford, Scania, Opel, GM, Mercedez Bens, Toyota, Hyundai, Tata, Fiat – entre outras – são exemplo disso.

    6. As relações reservas/demanda de petróleo alcançaram o ponto de crise ou “peak oil” enquanto que não se avista um ponto crítico semelhante para o gás natural.

    7. A exploração do gás natural continua a estender-se tanto em poços tradicionais como não tradicionais. As reservas em forma de hidratos de metano nos leitos submarinos são incalculáveis e várias vezes superiores às reservas tradicionais.

    8. As redes de gasodutos tradicionais continuam em franca expansão. Constroem-se gasodutos submarinos que atravessam oceanos e outros que transpõem cadeias de montanhas.

    9. A utilização de gasodutos móveis – em caminhões ou semi-reboques – permite que o GNV/ GNC possa ser utilizado aonde não chega o duto físico, seja pela distância ou pela escala da procura.

    10. Nos postos tradicionais de abastecimento de GNV/GNC, o proprietário não depende da chegada de caminhões para seu abastecimento, já que o mesmo se produz em forma constante através de gasoduto.

    11. É possível que um usuário recarregue seu automóvel a GNV/GNC em seu próprio lar, já que existem dispensers que pegam o gás diretamente da rede doméstica.

    12. Unidades de liquefação e regaseificação permitem – através da tecnologia do GNL – que o gás natural chegue a qualquer parte do mundo. Os navios metaneiros garantem a sua distribuição global e a possibilidade de oferecer um suporte para um maior abastecimento. O transporte de GNL não apresenta os enormes riscos de desastre ecológico que apresenta o petróleo.

    13. A indústria do GNV/GNC mobiliza uma força laboral mundial de 800.000 pessoas, entre técnicos e trabalhadores.

  • Aplicações

    14. O gás veicular pode substituir os combustíveis líquidos em todas suas aplicações, enquanto que o inverso não é possível.

    15. Quanto ao transporte terrestre, existem automóveis, utilitários, scooters, motos, triciclos, autocarros e caminhões de todo tipo que funcionam com este combustível.

    16. Além disso, existem gruas, máquinas agrícolas, Caterpillar, limpa-neves, aviões, avionetas, cortadores de relva, tratores de placa de aeroporto, lanchas, ferry-boats e comboios – entre outros – que já são propulsados com sucesso a GNC ou GNL.

  • Política e economia

    17. O preço do petróleo é altamente instável e a sua tendência – especialmente depois da última grande crise internacional – torna a ser acentuadamente altista.

    18. Cada vez mais governos estimulam o gás natural como o núcleo de sua matriz 
    energética e o GNV/GNC em particular, para quebrar a dependência que gera a importação permanente de combustíveis líquidos.

    19. Mesmo países claramente petroleiros, como Irã ou Venezuela, promovem o gás veicular em seus mercados internos para aumentar seus saldos exportáveis de petróleo.

    20. O gás natural é o único combustível abundante, amigo do meio ambiente, viável economicamente e com a infra-estrutura necessária para abastecer toda a frota mundial automotora nos próximos 40 anos.

    21. A média mundial indica que circular a GNV/GNC é 66% mais econômico do que circular a gasolina e custa 33% menos em comparação com o diesel.

    22. Os países que importam combustíveis pagam pelo gás natural (GNL) 50% menos que pelos combustíveis líquidos como o diesel (por unidades de energia equivalente).

  • Ecologia e saúde

    23. Os motores a GNV/GNC emitem 25% menos de dióxido de carbono que a gasolina e 35% menos que o diesel. O CO2 contribui na mudança climática global por causa do efeito estufa.

    24. Reduzem a emissão de monóxido de carbono em 95% em relação a gasolina,  a de hidrocarbonetos em 80% e de óxidos de nitrogênio em 30%.

    25. O GNV/GNC não contém enxofre (existem motores de diesel que emitem 18,4 g/hora), nem partículas, nem traços de chumbo nem de metais pesados.

    26. Os cilindros de GNV/GNC são reservatórios completamente fechados, enquanto  que o uso da gasolina implica que parte da mesma que está no tanque se evapore. Isto provoca quase a metade da poluição por hidrocarbonetos associada ao uso veicular.

    27. Ao contrário das gasolinas, o gás natural não contém aditivos tóxicos de chumbo orgânico nem benzeno. Este último é altamente cancerígeno.

    28. O gás natural não é tóxico ou corrosivo e é incapaz de contaminar lençóis de água. Por isso não há risco ambiental em caso de fugas, ao contrário das nocivas conseqüências ambientais provocadas pelos derrames de petróleo e dos seus refinados.

    29. Os motores a GNC reduzem a poluição sonora, pois têm um andamento mais suave e silencioso que os motores a gasolina e especialmente os motores a diesel.

    30. A opção do biogás (metano proveniente da decomposição orgânica) converte o gás natural em um combustível renovável e que pode ser produzido em todo  mundo. A produção de biogás a partir de produtos agrícolas rende quatro vezes mais por hectare que os biocombustíveis líquidos.

    31. O gás natural cumpre com as mais rigorosas normas ambientais requeridas pelos governos e entidades reguladoras e normativas, sendo o combustível de uso massivo que provoca o menor índice de poluição.

    32. O gás natural é a ponte obrigatória rumo ao hidrogênio (uma promessa em combustíveis limpos, mas ainda não disponível de forma maciça), pela sua estrutura molecular e pela logística necessária para a sua utilização.

  • Segurança

    33. O GNV/GNC não é uma nova tecnologia. Tem 70 anos de história. Está amplamente aprovada e seus progressos tecnológicos são constantes.

    34. Por ser mais leve que o ar, no caso de uma fuga eventual o gás natural comprimido eleva-se e dissipa-se rapidamente. Em contrapartida, a gasolina derrama-se e busca níveis baixos, o que agrava consideravelmente o risco de incêndio e explosão em caso de acidentes ou fugas.

    35. O GNV/GNC requer uma temperatura de 600º C  para sua ignição. Em contrapartida a gasolina e o gás de petróleo liquefeito o fazem a 450º C. Por isso, também, é muito mais improvável que um veículo a gás se incendeie, qualquer que seja a circunstância.

    36. O circuito do combustível para gás natural é estanque e não tem ar no seu interior, pelo que não se pode produzir uma ignição espontânea. Nos reservatórios de combustível líquido, em contrapartida, há sempre misturas explosivas, pois estão abertos à atmosfera.

    37. Os cilindros são construídos sob normas de segurança muito rigorosas e são submetidos a testes com pressões muito superiores as existentes durante una carga regular. A pressão concebida e de ensaio é de 300 bar, embora não explodam a menos de 460 bar – a pressão de trabalho é de 200 bar.

    38. Pela sua robustez, estrutura, conformação e localização que ocupam dentro de um veículo, os cilindros são muito menos perigosos que um reservatório de gasolina no caso de colisões. Eles são submetidos, por exemplo, a ensaios de incêndios e de impacto de armas de fogo.

  • Mecânica

    39. O gás natural conta com maior octanagem do que as gasolinas (125 contra 90), o que proporciona uma combustão sem auto-ignição, inclusive em motores de maior compressão e eficiência.

    40. Além disso, a combustão é total, porque a mistura do GNV/GNC com o ar é perfeita a qualquer temperatura ambiente.

    41. O óleo lubrificante do motor é menos poluente se utilizar gás natural, razão pela qual duplicam os intervalos entre as mudanças de óleo.

    42. Não forma sedimentos e mantém as velas limpas. Não lava as paredes dos cilindros do motor, pelo que permite uma lubrificação melhor e mais efetiva.

    43. Os gases da combustão não são corrosivos. Por não atacar os metais, prolonga a vida dos tubos de escape e silenciadores.

    44. A natureza gasosa do combustível elimina a ação de varrimento dos cilindros durante as acelerações fortes, com a vantagem de reduzir o desgaste por abrasão das superfícies metálicas.

    45. O motor apresenta uma grande elasticidade de funcionamento com acelerações sem irregularidades nem detonações, mesmo em baixa velocidade.

    46. Os veículos convertidos podem passar do uso de GNV/GNC para gasolina com o simples acionar de um botão e em plena marcha, sem qualquer inconveniente.

    47. A dualidade GNV-gasolina  duplica a autonomia do veículo.

    48. Um veículo a gás natural pode operar em todo tipo de terrenos, inclusive em montanhas altas. Tanto é assim que em Maio de 2008 um caminhão – com 37 toneladas de carga – ultrapassou os 4.800 metros de altitude nos Andes Peruanos.

    49. O GNV/GNC pode funcionar bem em todo tipo de condições climáticas. Como não se congela –ainda que em baixas temperaturas- o veículo está sempre pronto para ser utilizado. Os componentes para GNC são ensaiados a -40°C durante sua homologação. O gás natural se liquefaz a 165 °C.

    50. Também pode atingir velocidades equivalentes às dos automóveis de corridas. Um Audi A4 impulsionado a biometano entrou no Livro Guiness dos Recordes ao atingir os 364,6 km/h em Abril de 2009 e converter-se assim no automóvel GNV/GNC mais rápido do mundo. O feito registrou-se na pista de corridas de Fórmula 1 de Nürburgring, Alemanha.

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